Edgar

Inter vence o Cruzeiro no Mineirão e abre vantagem na semifinal da Copa do Brasil.

Publicado em ESPORTES
Quinta, 08 Agosto 2019 08:21

No centésimo jogo de Odair Hellmann comandando o Inter, Edenilson deu de presente ao treinador o gol da vitória sobre o Cruzeiro por 1 a 0, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. O Colorado não ganhava da Raposa no Mineirão desde 2004. A partida de volta, no Beira-Rio, será somente em 4 de setembro, depois do mata-mata com o Flamengo, pelas quartas da Libertadores. O Inter está a um empate da sua terceira final de Copa do Brasil.

Diante de um Cruzeiro pressionado pelos maus resultados no Brasileirão e na Libertadores e a crise institucional que vivencia -, Odair optou por Rafael Sobis no lugar do suspenso D'Alessandro, deixando Nonato no banco. Rodrigo Lindoso, que foi dúvida até horas antes do jogo, devido ao entorse no tornozelo esquerdo, foi para o jogo.

Nos minutos iniciais, os mineiros tentaram atacar o Inter. Com a marcação alta, o Cruzeiro conseguiu pelo menos três perigosos contra-ataques, a partir de erros de passes colorados. Apesar do maior volume de jogo dos donos da casa, o Cruzeiro não chutava a gol.

Rafael Sobis, aos 18 minutos, nas mãos de Fábio, foi o responsável pela primeira conclusão a gol na partida. O Inter forçava o jogo ofensivo pelo lado esquerdo, com Uendel, Patrick e Sobis. Pela direita, Bruno, Edenilson e Nico eram pouco efetivos. Já na defesa, o Inter passava a atacar quem estivesse com a posse de bola cortando, assim, muitos lances ofensivos mineiros.

Apesar do tamanho do clássico, o primeiro tempo foi de muita marcação e de pouca efetividade no ataque - de ambos os lados. O Inter impedia que o Cruzeiro concluísse, enquanto que o time de Mano Menezes permitiu apenas um chute colorado a gol.

Aos 41 minutos, porém, por pouco o Inter não abriu o placar. Guerrero passou para Uendel, que cruzou na pequena área, com o goleiro Fábio já vencido, apena Dodô estava entre a bola, Edenilson e o gol. E Dodô salvou.

— O jogo está bom, mesmo na casa deles, tivemos a melhor chance do jogo — comentou Rodrigo Lindoso, no intervalo.

Na segunda etapa, logo no primeiro minuto, Pedro Rocha teve uma surpreendente facilidade (e falta de marcação) para avançar até a área colorada e passar para Thiago Neves que, para a sorte do Inter, chutou muito mal, para fora. Empurrado pela torcida, o Cruzeiro foi bem mais agressivo do que na primeira etapa, com roubos de bola e saídas rápidas ao ataque.

Para o bem do Inter, a mira cruzeirense não estava calibrada - e Lomba seguia fazendo apenas esporádicas intervenções -, uma vez que o meio-campo cedida generosos espaços aos donos da casa.

Odair Hellmann tentou mudar o panorama da partida - e afastar a bola das redondezas da área colorada -, mandando Wellington Silva e seus dribles a campo no lugar de Nico López. A estratégia, porém, não surtiu efeito, o Inter seguiu sem contra-ataque, e o Cruzeiro - já com Fred em campo - manteve a pressão pelo gol.

sso até os 25, quando o Inter cresceu em campo. Bruno começou o ataque, passou para Edenilson, que encontrou Wellington Silva na área. O camisa 11 encheu o pé e Fábio fez uma grande defesa. Um minuto depois, pela esquerda, Patrick cruzou, Guerrero bateu e Fábio defendeu de novo, dessas vez com as pernas, com a bola quase cruzando a linha do gol.

Aos 30 minutos, porém, Sobis foi derrubado na entrada da área. Guerrero cobrou a falta, Fábio espalmou para dentro da área, onde Edenilson surgiu sozinho para empurrar a bola para o gol: Inter 1 a 0 - em um gol parecido com os de Moledo e de Nonato, na vitória colorada por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no Beira-Rio, no primeiro turno do Brasileirão.

Com o gol, o Inter colocou ainda mais pressão sobre o Cruzeiro, que não teve forças para reagir - e acabou o clássico sob vaias. No dia 4 de setembro, o Inter de Odair Hellmann precisa apenas empatar a partida para voltar às finais da Copa do Brasil. E tentar retomar as grandes conquistas, depois de oito anos.

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