Edgar

Depois de 231 dias, escolas públicas e particulares podem reabrir em Goiás.

Publicado em Goiânia
Quarta, 04 Novembro 2020 09:32

Após 231 dias, escolas públicas e particulares de Goiás estão liberadas para o retorno às aulas presenciais. No final da noite de terça-feira (3), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) preparava a nota técnica para chancelar a decisão tomada pelo Centro de Operações Emergenciais em Saúde para o Coronavírus (CEO) estadual, na quarta-feira (28).

O documento, que deve ser assinado pelo secretário Estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, contém uma série de restrições. Algumas, já bem conhecidas, como a limitação em 30% do número de alunos (exceto na educação infantil, cujo limite será de 25%), a obrigatoriedade do uso de máscara e da distância mínima entre as pessoas.

As medidas de segurança sanitária, contudo, não se limitam às salas. As aulas de educação física, por exemplo, terão de ser, preferencialmente, em ambientes abertos. Atividades coletivas, que promovam o contato físico (como futebol), estão vetadas. O protocolo sugere, ainda, a instalação de barreiras nas mesas de lanchonetes e refeitórios, de forma a isolar as pessoas. Bebedouros devem ser desinstalados – cada aluno deve levar seu próprio recipiente para beber água (veja quadro).

Nem todas as escolas, contudo, vão reabrir as salas de aula. Há algumas escolas em Goiás, por exemplo, que terminará o ano apenas com as aulas on-line, como tem sido desde março, sendo que algumas delas dizem que a maioria dos pais demonstram insegurança, além de a pandemia não estar totalmente controlada. Outras, a maioria dos alunos responderam que pretendem manter os estudantes em aulas remotas, razão pela qual não devem adotar rodízio.

Em Goiânia, apesar de não terem oficialmente batido o martelo, a rede pública estadual e a rede pública municipal não retornarão às aulas presenciais este ano. A SES-GO aguardava, na noite de terça-feira (3), a publicação da Nota Técnica da Secretaria de Saúde. Conforme a assessoria, a pasta esperava para saber se haveria alguma alteração em relação ao que o COE deliberou.

A tendência é que a Seduc adie a retomada das aulas presenciais para 2021. Essa é, inclusive, a posição do governador Ronaldo Caiado (DEM), para quem somente com uma vacine que imunize as pessoas contra o coronavírus Sars-CoV-2, o causador da Covid-19, será seguro reabrir as escolas.

A decisão mais provável é que apenas os alunos da terceira série do ensino médio retornem, mas com possibilidade de volta da segunda série. Outra possibilidade é receber os alunos que não conseguiram se adaptar ao ensino remoto.

A presidente do Sintego, Bia de Lima diz que os professores buscarão “as medidas possíveis para garantir as aulas somente remotas”. Para a sindicalista, do ponto de vista pedagógico não há sentido na volta restando pouco mais de um mês para o fim do ano letivo.

Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (SEPE), Flávio de Castro diz que a indefinição em relação à nota técnica gera insegurança para as escolas. “Preparar uma escola demanda investimentos. Estamos vivendo o momento mais difícil da pandemia: o da indefinição”, resume. Segundo Castro, as escolas estão divididas quanto ao retorno, porque as pesquisas mundiais são dúbias em relação ao impacto da volta às aulas na pandemia.

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