Edgar

Mais de 30 são indiciados pela polícia por loteamentos irregulares na beira do Rio Uru em Goiás.

Publicado em MEIO AMBIENTE
Quinta, 15 Agosto 2019 10:14

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) enviou 10 inquéritos para o Judiciário em que são indiciadas mais de 30 pessoas por crime ambiental e administrativo. Fazendeiros, loteadores, corretores e agrimensores são suspeitos de envolvimento com o desmatamento e construção de imóveis nas margens do Rio Uru, na região de Heitoraí e Itaberaí.

Cada inquérito é referente a um loteamento irregular, em que os lotes são vendidos para lazer. Esses indiciamentos fazem parte de uma investigação mais ampla que abrange todo o Estado, batizada de Lazer Criminoso. Conforme levantamentos, pelo menos 12 cidades são fiscalizadas pela Dema nessa operação, que combate a destruição de áreas de preservação permanente.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Luziano Carvalho, a maior dificuldade é identificar os compradores dos lotes irregulares, já que são centenas. Ele defende que uma operação como essa é importante para conscientizar as pessoas a não comprar lotes irregulares na beira de rios e lagos. “Todo lugar está tendo loteamento irregular”, alerta.

Além do crime ambiental, por destruir a APP, os responsáveis direta e indiretamente pelos loteamentos respondem por crime administrativo, já que lotearam uma área rural sem permissão do poder público. Segundo o delegado, as investigações continuam e outros casos de loteamento devem ser enviados ao Ministério Público.

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